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21 agosto 2017

RESENHA: Fábrica de Vespas - Iain Banks

13 comentários
Titulo: Fábrica de Vespas
Autor: Iain Banks
Páginas: 233
Editora:  Darkside Books
Nota: 4/5
Sinopse:  Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho. Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo. Narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Frank, FÁBRICA DE VESPAS consegue produzir um olhar ao mesmo tempo bizarro, imaginativo, perturbador e repleto de humor negro do que se passa dentro da mente de uma criança psicopata.
Avaliação:


Hoje na minha primeira resenha vim falar desse livro que causa discussões nos grupos de leitura, uns amam, outros odeiam. Alguns compraram pela capa sem saber da história  e se decepcionaram, e outros amaram a história. Bom , eu quis tirar a dúvida ,  então vamos lá.

A história é narrada pelo Frank, com um jeito aparentemente quieto, com dezesseis anos e com uma vida já tumultuada,  mora com o pai (que por sinal é muito estranho), e passa a maior parte do tempo pela ilha onde mora  , construindo represas , diques,  e matando animais para suas estacas e rituais que para ele,( sim ele tem comportamento violento com os bichinhos), servem para proteger a ilha, e as vezes vai num pub se encontrar com o único amigo , o Jamie.

Até que um dia ele descobre que seu irmão Eric fugiu do manicômio onde estava a um tempo , então com a ajuda da Fabrica ele quer estar pronto para quando seu irmão chegar.


O livro não é cansativo , a leitura flui bem se você estiver disposto a ler pelo ponto de vista de um psicopata, que se gaba por ter matado três pessoas e ninguém descobriu.

Ao mesmo tempo , você  acompanha  vários questionamentos, pontos de vista onde no mundo do Frank estão totalmente certos, e claro,  o motivo que o levou a cometer as mortes. É um livro rico em detalhes, que fazem com facilidade ,você imaginar todas as situações, ah,e com um final totalmente inesperado.

26 março 2017

RESENHA: Eleonora

13 comentários
Título: Eleonora - Livro Medo Clássico
Autor: Edgar Allan Poe
Páginas: 4
Editora: DarkSide Books
Nota: 4/5

Sinopse: A história segue um narrador sem nome que vive com sua prima e sua tia no "Vale das Relvas Multicores", um paraíso idílico cheio de flores perfumadas, árvores fantásticas, e um "Rio do Silêncio".



Avaliação:


Neste ano resolvi participar do projeto #12MesesdePoe, o qual consiste na leitura de um conto e um poema do autor por mês. Neste mês de março, que é também considerado o mês das mulheres, o conto escolhido pela organizadora do projeto, foi o "Eleonora". Confesso que não conhecia essa história, o que tornou a leitura ainda mais única e muito especial.

O conto pode ser considerado uma poesia narrativa, sem perder o tom mórbido e obscuro, clássico do Poe.  O autor é um narrador em primeira pessoa, que nos conta a história de Eleonora, esta por sua vez é sua prima, pela qual ele se apaixonada incondicionalmente. 

Os dois vivem reclusos da sociedade, em um cenário tomado pela natureza e que aparenta ser uma mansão, no meio do Vale das Relvas Multicores  - assim denominado pelo narrador - lá vive somente ele, sua prima Eleonora e sua tia (mãe da jovem), totalmente sozinhos em um cenário repleto de flores, um rio que corre silencioso e muitas árvores. 


A medida que o narrador conta sua história, ficamos encantados com a forma como ele descreve o seu amor por Eleonora, entretanto, quando ela fica doente, ele lhe faz uma promessa um pouco antes dela falecer, assegurando que não amará nenhuma outra mulher, como amou Eleonora. E mesmo após falecer, com esta promessa, ele continua sentindo a presença de sua falecida esposa, principalmente a noite.

"Durante quinze anos, vagueamos, de mãos dadas, pelo vale, eu e Eleonora, antes que o Amor penetrasse em nossos corações. Foi tarde, numa tarde, no fim do terceiro lustro de sua vida e no quarto da minha, em que nos achávamos sentados sob as árvores serpentinas, estreitamente abraçados e contemplávamos nossos rostos dentro da água do rio do Silêncio. Nem uma palavra dissemos durante o resto daquele dia suave, e mesmo no dia seguinte nossas palavras eram roucas e trêmulas. Tínhamos arrancado daquelas águas o deus Eros e agora sentíamos que ele inflamara, dentro de nós, as almas ardentes de nossos antepassados. As paixões que durante séculos haviam distinguido nossa raça vieram em turbilhão com as fantasias pelas quais tinham sido igualmente notáveis e juntas sopraram uma delirante felicidade sobre o vale das Relvas Multicores. Todas as coisas se transformaram."

O tempo passa e o narrador nos fala de seu sofrimento em viver sozinho, não conseguindo mais admirar a natureza como antes e nem mesmo sentir prazer em viver. Assim ele resolve deixar o Vale e vai para a cidade, onde começa a experimentar os prazeres da vida boêmia. No entanto, ele acaba conhecendo uma nova jovem e só a resta a pergunta de que será que ele irá amar outra pessoa? Irá quebrar sua promessa para com Eleonora? 

06 março 2017

RESENHA: Diário de Uma Escrava

24 comentários
Título: Diário de Uma Escrava
Autora: Rô Mierling
Páginas: 240
Editora: DarkSide Books
Nota: 5/5
Sinopse: Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. 
Avaliação:

Hoje trago a vocês a resenha de um livro com grande carga emocional e reflexiva. Quando adquiri o meu exemplar de Diário de Uma Escrava já imaginava o que iria encontrar, mas não suspeitava que sentiria sentimentos tão conflitantes e ao mesmo tempo ficasse aborrecida e revoltada por infelizmente estar diante de uma história, que mesmo fictícia evidencia uma cruel realidade vivenciada nos dias atuais. 

No livro conhecemos a história de Laura, ela foi sequestrada quando tinha 14 anos e estava indo encontrar o seu namorado. O sequestrador colocou-a em um buraco, quase uma espécie de porão embaixo da casa. Durante os quatro anos que ali passou, Laura foi violentada e torturada de todas as maneiras possíveis, vivendo em situações precárias de higiene e sempre a mercê do seu sequestrador.

Estevão - "Ogro" como Laura o chama - perante a sociedade parece um homem trabalhador, frequenta a igreja e até mesmo se casou. Por ser marceneiro passa a maior parte do seu tempo no sitio onde desenvolve o seu oficio, enquanto sua esposa fica na cidade sem se importar com o fato do marido gostar mais do interior do que da própria cidade. Entretanto, é justamente no sitio que Estevão mantém Laura cativa e por isso passa mais tempo lá que o normal.


A medida que as páginas do livro se passam, vamos sendo inseridos a rotina de Laura, que narra com detalhes as visitas e os abusos de Ogro. Sofrendo violência física, moral e psicológica, o único ponto de escape dela é pensar nos anos felizes em que viveu com a família e com o namorado que ela tanto amava. Laura também espera conseguir fugir um dia e não deixa de tentar pensar em várias alternativas para sair daquele lugar.

12 dezembro 2016

RESENHA: The Heart Of Betrayal

24 comentários

Título: The Heart Of Betrayal
Autora: Mary E. Pearson
Páginas: 402
Editora: DarkSide Books
Nota: 4/5

Sinopse: Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.

Um dos livros mais aguardados deste ano, The Herat Of Betrayal veio com a promessa de impactar os fãs do primeiro livro, que aguardavam ansiosamente pela continuação da série. Em certo ponto o livro atende bem as expectativas, graças é claro, a escrita expecional da autora, bem como o trabalho impecável da DarkSide Books. Sendo assim, é impossível se desgrudar da história e sentir a atmosfera sombria do Reino de Venda.

No primeiro livro - The Kiss Of Deception - Lia que havia fugido de um casamento arranjado, teve uma bela surpresa quando o príncipe que lhe estava destinado, acabou se passando por Rafe e conquistou o coração da jovem. Junto com ele, também havia Kaden um assassino enviado para matar Lia, mas acabou caindo na graciosidade da jovem e ao invés de cumprir seu dever, resolveu levar Lia para Venda, sob o pretexto de que a jovem seria valiosa, já que possuía o Dom

Lia agora está no Reino de Venda, sendo obrigada a suportar todos os tipos de provocações. O Komizar é um homem ambicioso e desmedido, disposto a sempre se rearfirmar perante os seus homens. Já Rafe, que finge se passar por um emissário, acaba entrando no jogo com Lia e ambos fingem não nutrir interesse um pelo outro, já que o Komizar poderia usar isso ao seu favor, principalmente se descobrir que Rafe é o príncipe de Dalbreck em pessoa. 


Disposta a conseguir uma forma de sair de Venda, Lia finge se adaptar a rotina e passa a dormir no quarto de Kaden, que apaixonado pela jovem, tenta protege-la dos cidadãos curiosos e que repudiam a realeza. Para piorar, Lia começou a ter visões com uma certa mulher nas paredes escuras do castelo. Além disso um dos clãs importantes de Venda, resolve presenteá-la com um vestido, que significa nada mais, do que boas vindas, causando um certo frisson no Reino.