Título: Eleonora - Livro Medo Clássico
Autor: Edgar Allan Poe
Páginas: 4
Editora: DarkSide Books
Nota: 4/5
Sinopse: A história segue um narrador sem nome que vive com sua prima e sua tia no "Vale das Relvas Multicores", um paraíso idílico cheio de flores perfumadas, árvores fantásticas, e um "Rio do Silêncio".
Avaliação:
Neste ano resolvi participar do projeto #12MesesdePoe, o qual consiste na leitura de um conto e um poema do autor por mês. Neste mês de março, que é também considerado o mês das mulheres, o conto escolhido pela organizadora do projeto, foi o "Eleonora". Confesso que não conhecia essa história, o que tornou a leitura ainda mais única e muito especial.
O conto pode ser considerado uma poesia narrativa, sem perder o tom mórbido e obscuro, clássico do Poe. O autor é um narrador em primeira pessoa, que nos conta a história de Eleonora, esta por sua vez é sua prima, pela qual ele se apaixonada incondicionalmente.
Os dois vivem reclusos da sociedade, em um cenário tomado pela natureza e que aparenta ser uma mansão, no meio do Vale das Relvas Multicores - assim denominado pelo narrador - lá vive somente ele, sua prima Eleonora e sua tia (mãe da jovem), totalmente sozinhos em um cenário repleto de flores, um rio que corre silencioso e muitas árvores.
A medida que o narrador conta sua história, ficamos encantados com a forma como ele descreve o seu amor por Eleonora, entretanto, quando ela fica doente, ele lhe faz uma promessa um pouco antes dela falecer, assegurando que não amará nenhuma outra mulher, como amou Eleonora. E mesmo após falecer, com esta promessa, ele continua sentindo a presença de sua falecida esposa, principalmente a noite.
"Durante quinze anos, vagueamos, de mãos dadas, pelo vale, eu e Eleonora, antes que o Amor penetrasse em nossos corações. Foi tarde, numa tarde, no fim do terceiro lustro de sua vida e no quarto da minha, em que nos achávamos sentados sob as árvores serpentinas, estreitamente abraçados e contemplávamos nossos rostos dentro da água do rio do Silêncio. Nem uma palavra dissemos durante o resto daquele dia suave, e mesmo no dia seguinte nossas palavras eram roucas e trêmulas. Tínhamos arrancado daquelas águas o deus Eros e agora sentíamos que ele inflamara, dentro de nós, as almas ardentes de nossos antepassados. As paixões que durante séculos haviam distinguido nossa raça vieram em turbilhão com as fantasias pelas quais tinham sido igualmente notáveis e juntas sopraram uma delirante felicidade sobre o vale das Relvas Multicores. Todas as coisas se transformaram."
O tempo passa e o narrador nos fala de seu sofrimento em viver sozinho, não conseguindo mais admirar a natureza como antes e nem mesmo sentir prazer em viver. Assim ele resolve deixar o Vale e vai para a cidade, onde começa a experimentar os prazeres da vida boêmia. No entanto, ele acaba conhecendo uma nova jovem e só a resta a pergunta de que será que ele irá amar outra pessoa? Irá quebrar sua promessa para com Eleonora?
























