Título: Master Freak
Autora: Iapsa
Editora: Sekhmet
Páginas: 24
Sinopse: Após um acidente na fábrica onde trabalhava, Margot
Küllon acaba sendo levada como escrava para um circo dos horrores moderno: um
bordel de luxo onde todas as garotas têm alguma deformidade, e são forçadas a
exibi-las no picadeiro para clientes que pagam fortunas para estar ali. Porém,
algumas esquisitices são mais estranhas que outras: uma menina com múltiplos
braços capaz de controlá-los e escondê-los dentro do corpo, super-força e
habilidades físicas inimagináveis... E uma garota supostamente tele cinética,
cujo nome e origem dos poderes todos desconhecem: a chamada Master Freak. Forçada
a ser parte do freakshow e sem entender como tudo isso é possível, Margot
precisa encontrar uma maneira de desvendar estes mistérios e escapar do bordel
antes que seja tarde. O que ela não sabe é que fugir do freakshow será apenas o
começo de uma aventura que mudará sua vida para sempre.
E ai pessoal, estamos de volta com mais uma coluna de “Primeiras
Impressões” do livro da autora Iapsa, Master
Freak, que é no mínimo um livro que traz uma temática diferente daqueles
que você tem lido.
Uma garota com uma deformação nas costas, que passou a
vida em um subúrbio se escondendo da sociedade e tentando sobreviver à sua
maneira trabalhando em uma fábrica, que em um belo dia passa por um incêndio
que deixa várias pessoas mortas. Nada demais, até que no meio dessa confusão de
repente nossa protagonista se descobre na ala de um hospital que mostra em uma
TV que ela está sendo procurada pela polícia, acusada de ter sido a causadora
de tudo, mas o detalhe é que ela não se lembra como isto aconteceu. Para
piorar, uma mulher chamada Elysia, a conduz até um lugar que parece ser um
circo, onde Margot se depara com várias meninas que possuem entre si a semelhança
de terem, cada uma a seu modo, uma característica atípica, em geral física, que
as faz serem atraentes a um público que Margot até este ponto da história (2
capítulos lidos) desconhece, mas que ao que tudo indica, infelizmente, irá
conhecer.
“O espaço ao meu redor é branco, iluminado e rodeado por uma cortina de
cor tão neutra quanto. No entanto, é somente quando noto a cama de metal onde
estou deitada, ao lado de uma bolsa de soro pendurada, que percebo que estou em
uma enfermaria. Mas não é o hospital de Detroit. Estive lá poucas vezes, mas
tenho certeza que não é aqui.”
O enredo dos dois capítulos lidos foi suficiente para
me deixar curiosa sobre esta história. Nunca li um livro que tivesse este
cenário e confesso que quero muito ler esta obra que, como eu já disse, se
distancia de enredos mais tradicionais. A obra, pelo pouco que li, transita
entre o drama e o suspense, mas com toda certeza que também se desenvolverá em
torno de muita aventura e adrenalina, tudo isto pautado na ficção científica
que deve ter sido a base para que a autora criasse as deformidades que cada uma
das personagens carrega.
A escrita flui tranquilamente, não sendo um livro que o
leitor precisa voltar nos parágrafos para entender do que se fala. Iapsa
consegue sem deixar a riqueza de detalhes de lado, conduzir as palavras de modo
que a leitura seja clara e completamente inteligível e ao mesmo tempo tenha em
seu corpo as informações suficientes para que os leitores possam entender a
obra sem ficarem cansados com o enredo.
“As filmagens do acidente na fábrica ecoam em minha cabeça,
repetindo-se em uma mistura de minhas memórias embaçadas e o que vai ao ar na
televisão que Elysia acabou de ligar. E, como ela afirmou, o repórter está
mencionando meu nome ao lado de uma foto que tirei há alguns anos para poder
trabalhar. A polícia de Detroit me considerou culpada por aquele acidente. Pior
que isso, nas palavras que ouço saírem das caixas de som da televisão, eles
mencionam que não foi um acidente; foi um assassinato de nada menos que cinquenta
pessoas.”
Como muitos mistérios pairam no ar até o 2º capítulo,
creio que é um livro que tem muita história pela frente, em seus 22 capítulos
que possui ao todo. E ainda, há um epílogo que é no mínimo muito interessante. Como eu já disse em outras resenhas minhas neste blog, adoro me aventurar nos gêneros e espero realmente poder apreciar mais obras da Iapsa.