Titulo: Crime e Castigo
Autor: Fiodar Dostoievski
Páginas: 568
Editora: 34
Nota: 5/5
Sinopse: Publicado em 1866, Crime e Castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.
"A literatura não se define com palavras".
Uma frase contraditória para explicar algo que consiste em expressar o ápice criativo da linguagem, geralmente, leitura e escrita. Mas como considerar o valor e analisar de forma tão sucinta uma obra dessa magnitude somente com palavras? Crime e Castigo está no top 10 da história da literatura. Top 5, talvez. Não seria exagero afirmar tal coisa.
Contudo, por mais que se escrevesse mil páginas sobre este romance, por mais que eu incluísse aqui todas as milhares de teses eruditas já escritas sobre a obra ao longo dos seus quase 200 anos e citasse as análises feitas de Bakhtin e Cândido, e as influências sobre as obras de Freud ou Nietzsche, ainda assim, as palavras não seriam o suficiente. Por um simples motivo: ela é infinita.
Infinita não na estética ou no número de páginas e caracteres, mas infinita nas inúmeras articulações que cada trecho, cada diálogo mostra sobre o aspecto da essência humana. Um drama, antes de mais nada, mas com uma genial representatividade do que é ser um indivíduo na selva social, e suas reações e sentimentos diante das situações que todos passamos, independente da época, do contexto. Situações que não mudariam, fossem no centro de São Petersburgo do século XIX ou numa tribo de índios Maias, na América indomável de outrora.



















